Residência Paulo Reis
Maio / 2026
Virginia Torrente (Bilbao, 1963) é curadora independente.
É licenciada em História da Arte pela Universidade Complutense de Madri.
De 1986 a 1992 trabalhou como subdiretora da Galeria Estampa, onde adquiriu ampla experiência na produção de obras e na edição de objetos e livros de artista.
De 1993 a 1999 foi chefe de coleção e exposições da Coleção Arte Contemporâneo, em Madri, onde desenvolveu um amplo programa expositivo (uma média de 4 a 5 exposições anuais) a partir do acervo da coleção, por encomenda de museus dentro e fora da Espanha, incluindo o MNCARS. Também foi responsável pelo programa de aquisições e pelas linhas de pesquisa e restauração da coleção. Coordenou ainda um intenso programa de empréstimos de obras para exposições internacionais. A coleção esteve temporariamente depositada durante os primeiros anos do MNCARS.
Entre 2000 e 2003 foi curadora-chefe do Museu Patio Herreriano de Valladolid, sendo responsável pelo programa expositivo e pelas áreas de atuação da coleção de arte contemporânea depositada no MPH. Desenvolveu os planos museográfico e museológico da instituição, além da apresentação da coleção nas 11 salas do museu. Criou também o programa de exposições individuais site-specific para a Capela dos Condes de Fuensaldaña, no MPH.
De 2004 a 2006 foi responsável pelas Artes Plásticas da Casa de América, em Madri, desenvolvendo um intenso programa de exposições individuais de artistas espanhóis, portugueses e latino-americanos. Quase todas as exposições foram concebidas e produzidas especificamente para os quatro espaços expositivos da Casa de América.
Anteriormente, entre 1999 e 2008, foi cocuradora do projeto independente Doméstico, junto com Giulietta Speranza, Andrés Mengs, Teodora Diamantopoulos e Joaquín García, que promovia exposições em espaços não convencionais para a arte contemporânea. O Doméstico desenvolveu-se ao longo de dez anos como um exemplo de programação independente que se tornou referência em Madri, no qual obras concebidas especificamente para cada espaço e exposição eram protagonistas, acompanhadas por um intenso programa artístico que incluía dança, performances, palestras, projeções, concertos etc.
Em 2012 criou Jugada a 3 bandas, evento anual que envolvia galerias de Madri em uma inauguração conjunta na qual todas as exposições eram curadas, como forma de aproximar o curador independente da galeria comercial. Jugada a 3 bandas funcionou com sucesso durante cinco anos.
Desde 2007 até o presente, trabalha como curadora independente para museus e centros de arte na Espanha, Portugal e América Latina, concebendo e desenvolvendo uma longa série de exposições individuais e coletivas nas quais se destacam as ideias de produção e construção site-specific, o uso do desenho como matriz da obra e a colaboração como base de trabalho fomentada entre os artistas participantes.
Algumas exposições individuais e em dupla:
2014 – Patricia Gadea no MNCARS, Madri
2017 – Noé Sendas e Jacobo Castellano na Appleton Square, Lisboa
2019 – Gilda Mantilla e Raimond Chaves no CentroCentro, Madri
2019 – Guillermo Mora e Miquel Mont na Tabacalera, Madri
2023 – Cristina Mejías e Mariana Caló & Francesco Queimadela na Kindred Spirit, Lisboa (com Sérgio Fazenda)
2024 – Tamara Arroyo e Nuno Sousa Vieira na Kindred Spirit, Lisboa e posteriormente na Nadienuncanadano, Madri (com Sérgio Fazenda)
Algumas exposições coletivas em que a pesquisa site-specific se destaca como eixo curatorial:
2013 – Arqueológica, Nave 16 Matadero, Madri
2014 – 8 questões espacialmente extraordinárias, Tabacalera, Madri
2015 – O público, exposição de abertura do Centro Federico García Lorca, Granada
2016 – Casa estúdio rua bairro, CentroCentro, Madri
Também desenvolveu, ao longo dos anos, uma pesquisa independente sobre diferentes modelos de residências artísticas na Europa e na América Latina.
Durante 2025, foi curadora responsável pela assessoria das Residências Artísticas do Matadero.
Para 2027, prepara um Festival de Arte Efêmera site-specific, encomendado pela Prefeitura de Madri.
Projeto beneficiado pelo Programa para la Internacionalización de la Cultura Española (PICE) da Acción Cultural Española (AC/E).
Virginia Torrente